DA CONTRADIÇÃO IDEOLÓGICA DOS POVOS MODERNOS QUANTO A RELAÇÃO DE GÊNEROS

Quase a totalidade dos leitores deste texto tem como base de sua moral ou religiosidade a monogamia como único sistema de relação correto entre os gêneros. Contudo, existem povos que se organizam de forma diferente assim como o indígena, o árabe e o muçulmano por exemplo.

O que os povos poligâmicos tem em comum é a antiguidade ao passo que os monogâmicos a modernidade. Tal mudança ideológica ou religiosa talvez se trate dum processo evolutivo da espécie, pois embora tenha havido uma proliferação dos casos de infertilidade também houve uma explosão populacional, fato que poderia por em cheque a teoria da seleção natural não fosse o proporcional aumento dos casos de divórcio que acabou por impulsionar tamanha explosão populacional.

Parece-nos que a monogamia dos povos modernos não condena o indivíduo que nutre diversas relações, contanto que elas não sejam simultâneas, mas espaçadas em sequencia ao logo do tempo.

Aqui, há de diferenciarmos a ideologia moral da religiosa, essa mais rígida que aquela, considera pecaminoso o divórcio.

Houve um período na história, quando a religião era novidade e portanto possuía maior poder influenciador, que o aumento populacional realmente se sustentou em relacionamentos monogâmicos, era comum casais com dez filhos homogêneos.

Com o passar do tempo, pode-se dizer que a sociedade moderna evoluiu para flexibilizar o sistema monogâmico para “monogâmico-sequencial”, buscando se reaproximar mais dos valores de povos antigos.

Aqui, se encontra a contradição do sistema atual. Nem sempre o ponto de equilíbrio é a melhor solução, em especial neste caso. Ao investigarmos o motivo de tamanho retrocesso ideológico é inegável que o “retrocesso foi impulsionado” (paradoxo) pelo pensamento feminista, a ideia de direitos iguais entre os gêneros eclodiu a repudia social contra a submissão feminina.

As mulheres não queriam mais serem obrigadas a gerar diversos filhos do mesmo homem, optando por gerar poucos filhos de vários homens ou até experimentar do suprassumo da liberdade, criando os filhos sozinhas.

Ora, quando se gera filhos heterogêneos, mantendo-se ou não o casamento, ou quando se gera filhos para criação solitária, seja pelo homem ou pela mulher, se está diante de verdadeira liberdade de relações entre os gêneros.

Portando, a sociedade dos povos modernos com base no pensamento moderno está vivendo uma verdadeira poligamia, embora travestida de monogamia sequencial.

De acordo com nosso sistema atual, não existe limite para a quantidade de casamentos e separações que um indivíduo pode ter na vida, podendo o mesmo hipoteticamente casar e separar em dias alternados sem que a lei ou a moral o ataque.

Logo, sob a ótica da teoria da seleção natural não há diferença entre a monogamia sequencial e a poligamia, já que a única coisa que diferença os sistemas são apenas documentos, papeis virtuais que não fazem diferença alguma no mundo real.

Aqui chegamos ao ponto nodal do tema deste pequeno textículo: a contradição ideológica que repousa sob as cabeças dos que defendem a monogamia sequencial no lugar da poligamia.

Tais cabeças chegam ao cúmulo de julgar os povos poligâmicos antigos como primatas-selvagens, enquanto a única diferença entre os sistemas um punhado de papeis que não refletem qualquer resultado prático no mundo real.

É de causar risos tamanha contradição no pensamento atual, porque beira o ridículo, basta refletir um pouco para rir dessa piada social…

(Davi Pinheiro)

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